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Juro menor facilita contratação crédito imobiliário

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Reflexo da menor taxa Selic desde 1999 já é sentida no mercado imobiliário. Com mais acesso ao crédito imobiliário, a casa própria pode estar próxima

A cada ponto percentual reduzido dos juros imobiliários, mais 2,8 milhões de famílias passam a ter condições acessar esse tipo de crédito. O sonho da casa própria pode estar mais próximo. A informação está em um estudo da Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc) divulgado na semana passada.

Isso ajuda a explicar a animação do mercado imobiliário. Acompanhando o menor patamar da Taxa Básica de Juros (Selic) desde 1999, o crédito imobiliário também ficou mais barato. Hoje, a Selic está em 5%. No mercado há sinais claros de recuperação do segmento, que aposta em melhores resultados para o próximo ano.

Em setembro, os juros médios do crédito imobiliário ficaram em 8,65% ao ano. O percentual é o menor da série histórica do Banco Central. A redução desses juros pode permitir a inclusão de milhares de mutuários no sistema de crédito.

O estudo da Abrainc considera o potencial de acesso ao financiamento imobiliário. Para isso, reduz o custo total da operação e o valor da parcela inicial. Desse modo, cada ponto percentual a menos na taxa de juros imobiliários, mais 2,8 milhões de famílias poderiam acessar o crédito.

Com os juros atuais, na faixa dos 8%, há 4,4 milhões de famílias elegíveis a pegar dinheiro emprestado para aquisição de imóveis. Se a taxa baixar para 7%, o número poderia subir para 5,3 milhões. E chegaria a 7,2 milhões caso os juros chegassem a 5%.

No mercado imobiliário, um dos segmentos que registra o maior avanço é o médio e alto padrão – MAP. Estão neste segmento imóveis cujos valores orbitam em torno de R$ 300 mil. A Abrainc estima que a cada 1% subtraído na taxa de juros aumente em 20% no número de famílias com acesso ao crédito.

De acordo com a Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas (Fipe), o crescimento no segmento MAP tem sido robusto. Até agosto, o volume de lançamentos de imóveis de médio e alto padrão registrou avanço na ordem de 19%. Os números podem ser ainda melhores, uma vez que agosto foi o último mês mensurado pela Fipe.

Casa própria

O programa Minha casa, minha vida ainda é responsável por mais de três quartos dos lançamentos entre as 20 incorporadoras associadas à Abrainc. Para este segmento, o mês de agosto foi o melhor desde 2015, confirmando a alta confiança dos empresários do setor. Em outras palavras, o sonho da casa própria está se materializando para mais famílias.

O potencial de inclusão também é grande no segmento de habitação popular. Se houver a redução de juros, ele pode chegar a 2 milhões de famílias. Para termos uma ideia: se as taxas de crédito diminuírem um ponto percentual, o número de famílias aptas a obter crédito poderia chegar a 15,1 milhões. Estamos falando aqui de imóveis de até R$ 150 mil.

A Câmara Brasileira da Indústria da Construção (Cbic) reforçou o cenário otimista do mercado imobiliário. Na segunda-feira (25), a entidade apresentou os indicadores do terceiro trimestre deste ano: os lançamentos de unidades residenciais cresceram 23,9%, e as vendas, 15,4%, na comparação com o mesmo período em 2018.

Mercado imobiliário e Otimismo

O estudo da Abrainc aponta outros cinco indicadores também em alta, reforçando os motivos para o otimismo do setor: 1) os resultados de vendas na região metropolitana de São Paulo; 2) a concessão de alvarás na capital paulista; 3) o resultado do PIB do setor; 4) o volume de crédito imobiliário contratado e 5) a geração de empregos na construção civil.

A associação das incorporadoras aponta uma relação entre a reação do setor e as taxas de juros mais baixas. Segundo o estudo, o volume de vendas estava caindo ao menos desde janeiro de 2014. O cenário começou a mudar a partir do início do ano passado. Naquele momento, a curva de imóveis comercializados começou a subir, encontrando o traçado de queda nos juros básicos.

Crédito imobiliário e alvarás de construção

Os alvarás de construção também constituem um outro indicador importante. A Abrainc afirma que as 881 concessões efetivadas em setembro, um recorde para o mês, ocorrem na sequência do corte da Selic.

Para a Abrainc, o resultado dos alvarás é um indicador do mercado na capital nos próximos anos. Segundo diz, o aumento nos últimos meses não tem influência de fatores externos que tenham turbinado o setor.

Empregos

O setor da construção civil criou 7,2 mil empregos com carteira assinada em outubro e acumula 124 mil postos de trabalho mantidos desde janeiro. O resultado para o mês é positivo quando se considera que houve a manutenção de 560 vagas em 2018 e cortes entre 2012 e 2017.

No setor serviços, o subgrupo que trata da administração de imóveis ficou com saldo positivo em 14 mil empregos.

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