Blog

Back to Blog

O que esperar do mercado imobiliário em 2020?

Movimentação no mercado imobiliário. Queda na taxa básica de juros. Crescimento do PIB da construção civil. Aumento da contratação de crédito imobiliário. Aumento no número de lançamentos imobiliários na capital paulista. Lei de anistia visando a regularização de imóveis em São Paulo.

Se fossemos fazer uma lista com os principais acontecimentos no mercado imobiliário nos últimos meses ela seria, mais ou menos, como esta. Já dissemos aqui: há sinais de que estamos entrando numa fase de crescimento no mercado imobiliário. O mais importante, um crescimento sustentado. E na semana que passou tivemos mais boas notícias.

Mercado-imobiliário-2020-taxa-básica-juros-crédito-imobiliário-imóveis-São-Paulo-PIB-construção-civil-Caixa-Econômica-Federal-Banco-do-Brasil-Abrainc

Nos últimos meses do anos, a venda de imóveis bateu recorde em São Paulo

Redução de juros

A Caixa Econômica Federal, na quinta-feira, dia 12 de novembro, anunciou a REDUÇÃO DOS JUROS para o crédito imobiliário. Outros tipos de créditos também tiveram suas taxas reduzidas.

Um dia antes, o Banco do Brasil havia anunciado a redução dos juros de diferentes carteiras. “No segmento BB crédito imóvel próprio as taxas mensais foram reduzidas de 1,34% para 1,30% na faixa mínima, e de 1,72% para 1,68% na faixa máxima”, informa o site da instituição.

O que permitiu que os dois bancos reduzissem as suas taxas de juros foi a queda da Selic, a taxa básica de juros. Como o próprio nome já diz, ela é a base de todos os outros juros cobrados pelas instituições financeiras e fornecedoras de crédito. Pois bem, nunca a Selic esteve num patamar como o atual.

E foi na última semana que o Comitê de Política Monetária (Copom) anunciou a redução de 0,5%, rebaixando a Selic de 5% para os atuais 4,5%. Essa medida faz com que o acesso ao crédito esteja mais barato. E esse é um dos fatores que nos ajudam a entender porque há otimismo para o mercado imobiliário em 2020.

Já escrevemos sobre isso no blog, mas vale a pena lembrar: A cada ponto percentual reduzido dos juros imobiliários, mais 2,8 milhões de famílias passam a ter condições acessar esse tipo de crédito. A informação está em um estudo da Associação Brasileira de Incorporadoras (Abrainc).

Caixa Econômica Federal

De acordo com o site da Caixa, no que diz respeito ao crédito imobiliário, a redução dos juros abrange dois segmentos: o Sistema Financeiro de Habitação (SFH) e o Sistema Financeiro Imobiliário (SFI). A redução atinge financiamentos de imóveis residenciais com saldos devedores atualizados pela TR (Taxa Referencial).

O banco, logicamente, oferece condições um pouco melhores para os clientes que optarem por manter um relacionamento com a instituição. “Para financiamento imobiliário, além da correção pela TR, a CAIXA também oferece, à escolha do cliente, a possibilidade alternativa dos financiamentos para imóveis residenciais com recursos do SBPE corrigidos pelo IPCA e a concessão de financiamento habitacional com recursos do FGTS, incluindo, nesse contexto, o Programa Minha Casa Minha Vida (PMCMV)”, informa em seu site.

Incorporadoras anunciam 1 milhão de imóveis em 2020

Ainda nesta semana, as incorporadoras fizeram um importante anúncio para 2020. Segundo levantamento da Abrainc, o setor tem condições de produzir um milhão de moradias no ano que vem. O estudo foi apresentado ao governo federal, que tem um novo projeto habitacional no forno. Segundo o site Valor Econômico, o novo programa poderia enquadrar metade dos lançamentos apresentados pela Associação no estudo.

Em entrevista ao Valor, Rubens Menin disse: “Apresentamos ao governo plano de 1 milhão de moradias por ano, com geração de 3,2 milhões de empregos”. Presidente do Conselho da Abrainc e fundador da MRV, Menin afirma que há potencial de crescimento para todo mercado imobiliário. Segundo diz, além dos juros menores, as incorporadoras têm mais recursos para investir.

O-que-esperar-do-mercado-imobiliário-para-2020

Há sinais claros de que estamos entrando num momento de crescimento do mercado imobiliário.

De acordo com a notícia, o empresário destaca que o período mais longo de inflação e juros baixos passa a ser o normal. E isso traz vários benefícios. Entre eles, o maior acesso a crédito, em especial às famílias que tinham dificuldade de enquadramento de renda no financiamento. “Famílias com renda de R$ 4 mil por mês podem, agora, acessar esses imóveis”, diz, referindo-se às unidades no valor entre R$ 250 e 500 mil.

Olhando para esses fatos e para esses dados podemos dizer que há bons ventos soprando no mercado imobiliário. O que é um ótimo sinal para investidores, construtoras, incorporadoras e profissionais do setor. Mas não só. Toda sociedade ganha com o crescimento do mercado imobiliário, com a geração de empregos e a concretização do sonho da casa própria.

Share this post

Back to Blog