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Venda de imóveis bate recorde em SP

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Até setembro, foram comercializados 30,5 mil imóveis, número superior às 29.929 unidades comercializadas durante todo o ano passado

Você deve ter reparado que há mais construções na cidade. Isso tem uma razão: a venda de imóveis cresceu substancialmente em São Paulo. Entre janeiro e setembro de 2019, foram comercializadas 30,5 mil unidades, número superior às 29.929 comercializadas durante todo o ano passado. Comparando com o mesmo período de 2018, temos um percentual 70% superior neste ano.

Responsável pelo levantamento, a Secovi pontua que o recorde é mais abrangente. Reunindo entidades ligadas ao setor de habitação, o Sindicato afirma que o número de imóveis novos e de lançamentos é o maior na capital paulista desde que o levantamento começou a ser feito, em 2004. Somente em setembro, foram comercializados 4.055 imóveis em São Paulo. O número é 50% maior do que a média histórica do período.

O site da Época Negócios ouviu o economista-chefe da Secovi, Celso Petruti. Ele pontua que a aceleração do número de vendas e de lançamentos que vem desde o ano passado atingiu todos os tipos de imóveis em setembro. Por exemplo, os lançamentos foram concentrados em imóveis de um dormitório, ao passo que os apartamentos de dois quartos lideraram vendas. Já as unidades de três e quatro dormitórios tiveram maior velocidade de vendas sobre a oferta.

São Paulo à frente da retomada
Analistas apontam que esse crescimento é um reflexo do aquecimento gradual da economia, que tem no mercado imobiliário de São Paulo, o principal do país, um importante indicador. O site da Revista Exame noticia que o crescimento nas vendas de imóveis são sinais de que o mercado imobiliário pode estar perto de uma retomada vigorosa.

A notícia atribui esses sinais positivos à queda dos juros – a taxa Selic atingiu 5% ao ano no final de outubro – e ao maior interesse de investidores do setor. Segundo afirma a Revista Exame, a expectativa é de as captações de investimentos possam dobrar nos próximos meses. Além disso, há outros fatores que nos ajudam a entender esse resultado positivo. Entres eles estão os novos financiamentos da Caixa Econômica Federal e do Banco do Brasil, que facilitaram o crédito ao consumidor.

O fato é que esses sinais animam a economia como um todo. Em geral, o setor da construção civil antecipa o cenário econômico. “Há expectativa de recuperação do PIB, a expansão deve ser menos intensa, mas sustentável no longo prazo”, disse à Revista Exame Alessandro Farkuk, responsável pela área de banco de investimento do Bradesco BBI.

O aquecimento do setor também é um bom sinal para outros segmentos da economia. Por usar mão de obra intensiva, a construção civil pode contribuir para que um importante indicador econômico apresente uma melhora mais significativa: o desemprego. No final de outubro, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) apontou que a taxa de desemprego ainda é de 11,8%, com 12,5 milhões de pessoas sem trabalho. O emprego informal é responsável pela maioria das vagas.

Os dados do mercado imobiliário são positivos, mas é preciso observá-los com certo cuidado. Há uma concentração das obras em edifícios de médio e alto padrão na capital paulista. A afirmação é de Ana Maria Castelo, analista da FGV/Ibre, ao site da Revista Exame: “Não vejo um boom generalizado como em 2007, quando muitas companhias foram à Bolsa. A recuperação mais robusta da construção civil virá com a retomada das obras de infraestrutura”.

Outro ponto a ser considerado é que o mercado imobiliário de São Paulo está deslocado do restante do país. Em outras palavras: a expansão ainda está restrita à Terra da Garoa. O sinal pode ainda não ser positivo para todo o Brasil, mas ele reforça ótimas oportunidades na capital paulista. Com a menor taxa de juros da história, a busca por imóveis e por fundos imobiliários tende a crescer entre os investidores. E vai começar por São Paulo.

Lei de Anistia vai regularizar 750 mil imóveis na cidade

Vale lembrar que neste semestre, a Câmara Municipal de São Paulo aprovou a Lei de Anistia (Lei 17.202/19), promulgada pela Prefeitura e que vai regularizar 750 mil imóveis na cidade. A nova regra passa a valer em 1º de janeiro.

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